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Redução de tarifas de energia garante operações da Alcoa no Brasil

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Por Ivo Ribeiro | Valor

SÃO PAULO – Redução de tarifas de energia garante operações da Alcoa no Brasil, diz executivo

As medidas anunciadas hoje pelo governo federal vão garantir somente a manutenção das operações atuais no país, informou o presidente da Alcoa na América Latina, Franklin Feder. O executivo esteve presente no evento em Brasília.

“Não é uma redução suficiente para estimular novos investimentos, pois leva o custo da energia apenas à média global de US$ 40 o MWh”, destacou o executivo. Ele lembrou que no Oriente médio, por exemplo, a tarifa fica na casa de US$ 20 o MWh.

Para Feder, “as medidas anunciadas foram um grande passo dado pelo país e pela presidente Dilma, que buscou manter a competitividade para se continuar produzindo alumínio no Brasil”.

O executivo apontou que, mesmo assim, o preço do alumínio não pode ficar abaixo de US$ 1,5 mil a tonelada no mercado mundial. “Há um excesso enorme de estoques do metal, de quase 20% do consumo global, que é de 45 milhões de toneladas por ano, o que pressiona os preços da commodity.”

Com a redução dos 28%, após se chegar a um bom termo na renegociação de contratos com a Eletronorte, Feder informou que foi afastado o risco de corte de produção nas fábricas em Poços de Caldas e no Maranhão. No início do ano, a multinacional americana fechou fundições nos EUA e Europa.

As duas unidades do Brasil ficaram sob avaliação, esperando uma decisão de governo sobre a questão da tarifa de energia, uma das mais altas do mundo. Até o presidente mundial da companhia, Klaus Kleinfeld, veio ao país em meados do ano discutir o assunto com a presidente Dilma Rousseff.

Renegociação

Para usufruir da redução de 28% no custo de energia fornecida a sua fábrica em São Luís, no Maranhão, a Alcoa terá de renegociar o contrato com a Eletronorte, que vigora até 2024, informou Franklin Feder.

Segundo o executivo, esse contrato tem amarras e está vinculado ao preço do alumínio no mercado internacional. “Como se trata de uma licitação, poderá haver problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU)”, afirmou. O próximo passo, anunciadas as medidas, é iniciar esse processo de discussão, disse ele.

Para o executivo, se não houver a renegociação, os efeitos da redução serão zero. Atualmente, o custo pago pela empresa pela energia de Tucuruí, suprida pela Eletronorte, é superior a US$ 60 por MWh. A média mundial é de US$ 35 a US$ 40 por MWh.

Segundo Feder, a Albrás, do grupo Norsk Hydro, e a BHP Billiton terão também de fazer a renegociação de seus contratos com a Eletronorte, pois foram feito no mesmo formato ao da Alcoa.

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