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Brasil pode ter um novo ciclo de reindustrialização

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País pode ter novo ciclo de reindustrialização, diz professor da UFRJ SÃO PAULO - O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) José Luis Oreiro afirmou nesta terça-feira, 15, que o Brasil pode estar prestes a viver um ciclo de reindustrialização, graças ao movimento de desvalorização do câmbio. Ele defendeu que o governo reforce e acelere esse processo, ao estabelecer um piso para a taxa, a R$ 3,60.  Oreiro explicou que esse piso seria ajustado a cada seis meses, corrigido pela diferença entre a inflação no Brasil e a inflação nos EUA. "O governo pode acelerar o processo de reindustrialização se der garantias aos empresários que o câmbio não voltará a se apreciar. O nível do câmbio já foi ajustado, mas a volatilidade ainda não. É preciso sinalizar que o câmbio competitivo veio para ficar", comentou, durante palestra no 12º Fórum de Economia, na FGV.  Ele demonstrou os primeiros resultados empíricos de um estudo que está elaborando junto com dois pesquisadores da UFMG, que indicam que um câmbio competitivo é essencial para uma maior participação da indústria de transformação no PIB, que, por sua vez, é muito importante para uma estrutura produtiva mais sofisticada e, consequentemente, um crescimento potencial maior no longo prazo.  O estudo mostra que um câmbio subvalorizado aumenta de maneira estatisticamente significativa a participação da indústria de transformação no PIB, tanto nas economias avançadas (nas quais esse índice é de 0,704), como nas emergentes (1,510). "Nos últimos anos, com a valorização do câmbio no Brasil, houve uma regressão produtiva. O boom de commodities cobrou seu preço. A boa notícia é que isso parece ter chegado ao fim, de forma que iremos ver o início de um novo ciclo de reindustrialização", comentou.

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) José Luis Oreiro afirmou nesta terça-feira, 15, que o Brasil pode estar prestes a viver um ciclo de reindustrialização, graças ao movimento de desvalorização do câmbio. Ele defendeu que o governo reforce e acelere esse processo, ao estabelecer um piso para a taxa, a R$ 3,60.

Oreiro explicou que esse piso seria ajustado a cada seis meses, corrigido pela diferença entre a inflação no Brasil e a inflação nos EUA. “O governo pode acelerar o processo de reindustrialização se der garantias aos empresários que o câmbio não voltará a se apreciar. O nível do câmbio já foi ajustado, mas a volatilidade ainda não. É preciso sinalizar que o câmbio competitivo veio para ficar”, comentou, durante palestra no 12º Fórum de Economia, na FGV.

O estudo mostra que um câmbio subvalorizado aumenta de maneira estatisticamente significativa a participação da indústria de transformação no PIB, tanto nas economias avançadas (nas quais esse índice é de 0,704), como nas emergentes (1,510). “Nos últimos anos, com a valorização do câmbio no Brasil, houve uma regressão produtiva. O boom de commodities cobrou seu preço. A boa notícia é que isso parece ter chegado ao fim, de forma que iremos ver o início de um novo ciclo de reindustrialização”, comentou.

 

Fonte: DCI

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